O fim é o começo.

Este blog marca o final oficial da etapa de desenvolvimento deste site. Depois de vários meses trabalhando para levantar todas os recursos que achei necessário este site ter, chego a difícil conclusão que é tempo de parar os eternos ajustes do site e deixá-lo agora crescer por si. Há ainda um considerável número de surpresas guardadas para os dias vindouros que este site ainda apresentará e é isso que me consola.
Bem, se este site fosse um livro, eu diria que o que terminou foi a confecção das páginas de papel, do encadernamento, da capa, em suma, tudo o que é físico, ainda lhe falta e muito o conteúdo para o nosso livro em branco. É justamente essa a nova e eterna etapa que eu de hoje dou início, a produção do conteúdo do nosso site.
Gostaria de começar em grande estilo com o lançamento do primeiro desses artigos (na verdade uma série relacionada de artigo, quase um livrinho) que inicialmente tencionava lançar apenas para a apreciação dos buyu de meu dojo, o Manual de argumentação sobre a Bujinkan (adicionado na nossa seção de artigos).
Este manual é o resultado de uma extensa pesquisa minha no intúito de responder uma série de questões repetitivas que leigos fazem sobre a Bujinkan e que sempre geram polêmica. Não tenho a ambição de me dizer criador de algo que ali foi dito pois tudo o que fiz foi juntar os pedaços de argumentações espalhadas pelo mundo para que fizessem sentido e se ressonassem dando mais força as idéias em prol da defesa da verdade e do esclarecimento geral.
Como o manual é em última análise um diálogo entre um bujinkanjin com os outsiders da instituição, a idéia de deixá-lo como um documento interno do dojo deixou de fazer sentido. Abro assim esse documento ainda inacabado para todos e que ele possa contribuir para o entendimento entre as artes e pessoas quando o assunto for Bujinkan.
Abraços a todos
Gustavo (hanzo)
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Gustavo, to adorando seu artigo! Tem umas coisas bem interessantes ali! Mas me diz uma coisa... porque se discute o fato de a Bujinkan ser ou nao koryu, se nem ryu é? Eu imaginava que isso fosse claro para todos...
Um abraço!
Ninpo Ikkan
Enviado por Henrique Staino em 15 Setembro, 2007 - 05:06. |
Na verdade, o que as pessoas querem é saber (ou provar o contrário) se as escolas da bujinkan (99% das vezes a Togakure ryu) são koryu. Mas como não se pode classificar uma escola em separado pertencente a uma organização como mais escolas, o enfoque correto seria estudar a organização como um todo, a bujinkan.
As escolas da Bujinkan não são koryu porque a bujinkan não é koryu. As nossas escolas são comprovadamente antigas o bastante para ser koryu, mas o nosso sistema como um todo é estranho por demais para ser classificado como tal. Koryu é uma classificação de "puro de origem" e nós somos como "vodka citrus", não dá para falar que é tradicional, mas também não dá para falar que não é vodka.
"a gente vive no engano" (kyojitsu mineiro)
Enviado por hanzo em 15 Setembro, 2007 - 09:42. |
HEhehehe! Boa essa comparação! Mas ainda assim, veja bem. Se nós tomarmos como princípio que a Bujinkan é maior que cada uma das escolas, tudo bem de não considerar-mo-las koryu. Mas a Bujinkan pode ser maior que essas tradiçoes? Eu quero dizer, consegue subjugar séculos de história? Afinal, o que torna uma escola koryu é o passado. Não?
E as traduções? Um abraço!!
Ninpo Ikkan
Enviado por Henrique Staino em 21 Setembro, 2007 - 18:23. |
O que torna uma escola koryu é um conjunto de fatores, entre eles a sua história, mas a Bujinkan se encontra, em minha humilde opinião, em condição desfavorável para se considerar koryu em outros fatores como, tradição, documental, etc.
"a gente vive no engano" (kyojitsu mineiro)
Enviado por hanzo em 1 Outubro, 2007 - 10:01. |